POESIAS

Na adolescência e no pós, usei a poesia, sem nenhum pudor, em alguns momentos de catarse ou emoção extremada. 


O QUE SOU?


Sou uma consequência

de Joaquim e Neuza.

Joaquim consequência

De Augusto e Ubertina
e Neuza consequência
de José e Josefina.

Todos somos consequências

de uma sequência 
de consequências.



Para Regina:

Passou a vida com um ateu.

Pior seria se fosse um à toa.

POEMETE À DEUSA

Quando lhe digo ser minha Deusa.
Seu ego infla, ajeita o cabelo e suspira.
Crê por ser linda e espirituosa, ela é,
mas na verdade, tal reverência,
é por me amar, ininterruptamente,
por mais de 16 mil dias e noites,mesmo quando, por vezes, fui o diabo.

POEMA HOLÍSTICO

A parte do inteiro
é inteira,
apesar de parte.

Você, inteira,
é parte
de mim.

Eu, inteiro,
sou parte
de você.

Você,
parte de mim,
me faz inteiro.

Mas se o inteiro
se parte,
nos deixa em partes,
  


E nunca mais seremos inteiros.




SONETO BOBO DE SAUDADE

Quando o sol a manhã trouxer;
A cigarra o calor anunciar;
Quando o sono de ti se afastar;
Eu de ti estarei a me lembrar.

Quando o sol o céu percorrer;
E próximo ficar o fim do dia;
Ao ouvir o canto d’Ave Maria;
Eu de ti estarei a me lembrar.

Quando a lua a noite encher;
E de estrelas se acompanhar;
Eu de ti estarei a me lembrar.

Quando então o sol renascer
E todo o ciclo recomeçar,
Eu de ti estarei a me lembrar.

Paulo: 03/03/1970 re-escrito em 19/12/16

A VIDA POR UM TRIZ - 2009-03-03
Escrito após a sexta-feira de carnaval em que meu filho sofreu um terrível acidente de automóvel que poderia ter vitimado toda a sua família.

Flerte Eterno


Pérola Prêta



Mas estes dois são coisa de garoto (ou nem tanto) apaixonado. 
Um poeta mesmo, apaixonado por poesia apaixonada, foi Paul Géraldy, um francês que viveu 98 anos. Seu livro "Toi et Moi" é uma ode às nossas paixões juvenis ou senis. A tradução, feita por Guilherme de Almeida em 1932, tem o título "Eu e Você". Neste blog você encontra algumas das poesias, o original em francês e a tradução de Guilherme de Almeida.


Aqui, reproduzo um trecho do poema "Carta", cujo autor não descobri, que muito bem pode ser emblemático para este nosso tempo moderno em que não conversamos mais, apenas "postamos" mensagens em blogs como este aqui.


"Escrevo, não importa o quê...

Porque as coisas que eu digo sempre, que eu preciso 
dizer para você, ninguém diz afinal
sem os gestos, a voz, os olhos e o sorriso...
e mesmo com tudo isso a gente diz tão mal!...
Mas então, por quê? para quê?
A gente pensa que, nas coisas que se escrevem,
pode esconder um pouco de alma: mas não vê
que esses monólogos só servem
para tornar maior a distância interposta, 
pois falta nisso justamente 
o único encanto surpreendente
dessas conversas: a resposta..."

E tem Augusto dos Anjos

NA MATURIDADE



Olhei Para o Céu - Março -1969

Incerteza - 10-04-1969

Sem Título - 2º Sem-1969

Mensagem de Fim-de-Ano - 1969/1970

Agonia Do Azul - 1970

Amigo - 1970

Sobre Muitas Coisas - 1970

Comparações - 16-02-1970
Análise - 1971

Análise II - 1971

Esperando a Primeira Noite - Jan-1971

Afirmação, Penitência e Amigo - 1971

Mensagem de Natal - 1971

Para Meu Filho - 19-06-1974

Ode Ao Trabalhador do Brasil - Julho-1974

Veio Assim Mais Rápido do Que Eu Podia Escrever - 10-07-1974

Expoentes Existenciais - 1975


Sem Título - 1975

Como Todo Dia - 1994

Cadê Titio - Março-1983

Segredos - 16-12-1982

Para Ézio - 1983

Flerte Eterno - Revisado em 2017




GAIOLA

Sem porta
Abrigo da liberdade


INSPIRAÇÃO



Se para você sou uma fonte
Beba o quanto quiser


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